Porto Cultural

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3 de dezembro de 2009

El Paso Texas

O El Paso já me ganhou com a criação de seu espaço latino, regalando atenção à culinária de outros países sulamericanos.

Mas a grande sacada, o que me carrega de nostalgia , é a possibilidade de comer Ceviche, com um gosto bem próximo ao que comia constantemente no Peru

Inspirado em restaurantes mexicanos que surgiram no Texas, o El Paso Texas oferece comida mexicana, adaptada às características tradicionais do paladar brasiliense, sem perder o toque do tempero forte.

 

O atendimento diferenciado, iguarias únicas e ambiente temático marcam o restaurante que é a cara do Chef David Lechtig, transformando sua decoração em um capítulo à parte. Peças do folclore e cultura mexicana (desde pedaços de carros antigos, até fotos de personalidades como Pancho Villa e Emiliano Zapata), além de pinturas e quadros, ornamentam os salões dos restaurantes. Sendo que o projeto da unidade do Terraço Shopping foi vencedor da Bienal de Arquitetura da UnB, em 2003.
criado por gucporto    18:40 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:

2 de dezembro de 2009

Olá, mundo!

Bem vindo ao Terra Blog. Este é o seu primeiro post. Você pode editá-lo ou excluí-lo. Boa diversão.

criado por gucporto    1:50 — Arquivado em: Sem categoria

MIR, MÃE, VÔ e VÓ

criado por gucporto    0:14 — Arquivado em: Sem categoria

1 de dezembro de 2009

Zuu

O Zuu (na foto, com a proprietária, que também é dona de um restaurante GLS e uma padaria na mesma rua) é um restaurante fechado. Não possui janelas. Em seu lugar, portas venezianas que permanecem fechadas. Aqui nasce a primeira análise semiótica: se o objetivo é fazer com que o cliente passe algum tempo alheio à realidade exterior, o resultado poderá ser contundente. Isso porque quem paga os preços do lugar provavelmente vive alheio ou insensível às carências da maior parte da população. Mas deixarei os preços para o fim.

 

 

O serviço é impecável. Os funcionários pareciam escravos satisfazendo caprichos, mediante as ordens de nobres e aristocratas. Os tempos mudaram, o enredo também. Mas o contexto permanece o mesmo. A diferença? Com as atuais leis que “protegem” o trabalhador, as mesmas coisas são feitas mediante um “salário”, pago pelo dono do Feudo que nos oferece o jantar.

 

 

A comida é divina. Exótica e impressionista se impõe já no couvert (cobrado, claro) que traz de melaço de cana até alhos importados. Os pratos são decorados, salientando a preocupação com o belo estético na arte do bem servir. O vinho (que custaria R$23,00 na super adega) sul-africano, com bouquet excelente, taninos puros e sabor elaborado (como afirmou o garçom) custava quatro vezes mais. Talvez os donos acreditem que o vinho seja um mero detalhe diante de um lugar que mais parece um palacete, onde divindades orientais são colocadas ao nível do chão, na entrada dos banheiros. Paga-se a mais apenas pela oportunidade de beber no Zuu!

 

 

Nas duas horas que passei ali me senti em outro mundo. E por diversas vezes me senti seduzido a ganhar muito dinheiro para gastar daquela mesma maneira. Nestes momentos não pensava em valores éticos, morais ou quaisquer outros que validassem meus devaneios temporários. Queria apenas vivenciar mais vezes este momento de sentir que posso tudo, que faço com que sintam inveja inconsciente naqueles que buzinam por trás daquelas portas. Notava a satisfação dos clientes por estarem comendo em local de difícil acesso aos menos abastados, distante de toda a dura realidade que se notaria, caso houvesse alguma janela, ao lado de fora do restaurante. Primeiro a sensação de nobreza. Depois a sensação do poder. Tudo à partir da concepção em torno de um restaurante. Tal como cocaína, seu efeito pode ser devastador. É o início do ensaio sobre a cegueira.

 

 

Claro. Ninguém pensa nisso. Não somos educados para este tipo de análise. Como dise um colega de Brb, “quando saímos para nos divertir não estamos preocupados com a mensagem social, ou com o contexto local ou com qualquer outra coisa. Se temos o dinheiro, saímos, comemos bem, bebemos bem e amanhã é outro dia.” Pois assim são as coisas há muito tempo. À serviço da própria satisfação, quem pode não se preocupa com nada além da manutenção do Status Quo.

 

Afinal R$600,00 em uma conta para quatro pessoas denota um outro nível, uma outra classe, onde eu e você meu amigo, não temos vez.
criado por gucporto    23:28 — Arquivado em: Sem categoria

Eis que a Rua do Vômito me trouxe, hoje, o reflexo da concentração da Playboyzada.
O Chiquita Bacana está sempre cheio. Hoje, segunda-feira, por exemplo, contava com uma quantidade razoável de pessoas.
Observando os banners, pendurados no teto como decoração, passei a tentar entender o seu significado dentro da concepção estética do responsável pela construção do bar, o arquiteto paisagista, urbanista e designer Luiz Henrique Muniz, conhecido como Lói. Chiquita Bacana é o nome de uma marcha de carnaval composta em 1949. A idéia de compor “Chiquita Bacana” partiu de João de Barro, que propôs a Alberto Ribeiro aproveitarem o existencialismo como motivo de uma marchinha. Na realidade, a idéia inspirava-se na imprensa da época que explorava com freqüência o existencialismo - Sartre, Camus, Simone de Beauvoir e, principalmente, o lado não-científico do movimento, que abrangia os “existencialistas” boêmios, habitués das caves parisienses, seus costumes exóticos etc.
Naturalmente, o objetivo da dupla ao escrever a marchinha era fazer uma referência espirituosa ao assunto, para isso criando a figura de “Chiquita Bacana”, beldade que “Se veste com uma casca de banana nanica”. Sem dúvida, o comportamento da moça é inusitado, mas perfeitamente justificável, pois “Existencialista com toda razão” ela “Só faz o que manda o seu coração”. Genolino Amado chegou a dizer numa crônica que esses versos eram a melhor definição do existencialismo que ele conhecia.
Além de dar a Braguinha a vitória no carnaval pelo terceiro ano consecutivo, “Chiquita Bacana” tornou-se uma de suas composições mais conhecidas, batendo, inclusive, o recorde de alcance geográfico de sua obra: foi gravada nos Estados Unidos, Argentina, Itália, Holanda, Inglaterra e França, onde, com o título de “Chiquita madame de la Martinique”, e com versos de Paul Misraki, integra as discografias de Josephine Baker e Ray Ventura.
Lói se mostrou antenado e foi feliz na conclusão de seu projeto.
A massificação da informação, dos horários, das amizades e do soldo, colabora para os dois quadros notados “más allá”:
1 - Serviço: funcionários perdidos, e alguns até mal educados. A porção de filé (que seguramente era contra-filé e contra-o-bolso), mais parecia dois bifes cortados e grelhados para uma pessoa. Uma demora horrível para trazerem a conta Na verdade, não trouxeram. Tivemos que ir até o balcão para pagar, já que não chegava nunca. Na saída, em posse da máquina do Sodex, ainda recebi um NÃO aceitamos, sem qualquer explicação ou gentileza. A outra face do existencialismo - você cria suas necessidades. Dane-se o social. O cliente então, que se… adapte ao fornecedor.
2- Clientes: playboy demais conversando sobre carros importados e academias. Mulheres bonitas e estranhas, que embaladas por pussycat dolls me lembraram estudantes do CEUB em seus bailes de formatura, onde, no banheiro, lanças-perfume e selinhos lésbicos já viraram há tempos brincadeiras de criança.
A Rua do Vômito não me surpreendeu. Após o bar “Concentração” (de alienados, claro), o Chiquita Bacana caprichou no conceito. Pena que seus funcionários e frequentadores coloquem o estabelecimento no nível das antas.
Conceito Final: Uma Estrela (*)

criado por gucporto    23:19 — Arquivado em: Sem categoria — Tags:
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