3 de dezembro de 2009
El Paso Texas
Mas a grande sacada, o que me carrega de nostalgia , é a possibilidade de comer Ceviche, com um gosto bem próximo ao que comia constantemente no Peru
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Mas a grande sacada, o que me carrega de nostalgia , é a possibilidade de comer Ceviche, com um gosto bem próximo ao que comia constantemente no Peru
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Bem vindo ao Terra Blog. Este é o seu primeiro post. Você pode editá-lo ou excluÃ-lo. Boa diversão.
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Eis que a Rua do Vômito me trouxe, hoje, o reflexo da concentração da Playboyzada.
O Chiquita Bacana está sempre cheio. Hoje, segunda-feira, por exemplo, contava com uma quantidade razoável de pessoas.
Observando os banners, pendurados no teto como decoração, passei a tentar entender o seu significado dentro da concepção estética do responsável pela construção do bar, o arquiteto paisagista, urbanista e designer Luiz Henrique Muniz, conhecido como Lói. Chiquita Bacana é o nome de uma marcha de carnaval composta em 1949. A idéia de compor “Chiquita Bacana” partiu de João de Barro, que propôs a Alberto Ribeiro aproveitarem o existencialismo como motivo de uma marchinha. Na realidade, a idéia inspirava-se na imprensa da época que explorava com freqüência o existencialismo - Sartre, Camus, Simone de Beauvoir e, principalmente, o lado não-cientÃfico do movimento, que abrangia os “existencialistas” boêmios, habitués das caves parisienses, seus costumes exóticos etc.
Naturalmente, o objetivo da dupla ao escrever a marchinha era fazer uma referência espirituosa ao assunto, para isso criando a figura de “Chiquita Bacana”, beldade que “Se veste com uma casca de banana nanica”. Sem dúvida, o comportamento da moça é inusitado, mas perfeitamente justificável, pois “Existencialista com toda razão” ela “Só faz o que manda o seu coração”. Genolino Amado chegou a dizer numa crônica que esses versos eram a melhor definição do existencialismo que ele conhecia.
Além de dar a Braguinha a vitória no carnaval pelo terceiro ano consecutivo, “Chiquita Bacana” tornou-se uma de suas composições mais conhecidas, batendo, inclusive, o recorde de alcance geográfico de sua obra: foi gravada nos Estados Unidos, Argentina, Itália, Holanda, Inglaterra e França, onde, com o tÃtulo de “Chiquita madame de la Martinique”, e com versos de Paul Misraki, integra as discografias de Josephine Baker e Ray Ventura.
Lói se mostrou antenado e foi feliz na conclusão de seu projeto.
A massificação da informação, dos horários, das amizades e do soldo, colabora para os dois quadros notados “más allá”:
1 - Serviço: funcionários perdidos, e alguns até mal educados. A porção de filé (que seguramente era contra-filé e contra-o-bolso), mais parecia dois bifes cortados e grelhados para uma pessoa. Uma demora horrÃvel para trazerem a conta Na verdade, não trouxeram. Tivemos que ir até o balcão para pagar, já que não chegava nunca. Na saÃda, em posse da máquina do Sodex, ainda recebi um NÃO aceitamos, sem qualquer explicação ou gentileza. A outra face do existencialismo - você cria suas necessidades. Dane-se o social. O cliente então, que se… adapte ao fornecedor.
2- Clientes: playboy demais conversando sobre carros importados e academias. Mulheres bonitas e estranhas, que embaladas por pussycat dolls me lembraram estudantes do CEUB em seus bailes de formatura, onde, no banheiro, lanças-perfume e selinhos lésbicos já viraram há tempos brincadeiras de criança.
A Rua do Vômito não me surpreendeu. Após o bar “Concentração” (de alienados, claro), o Chiquita Bacana caprichou no conceito. Pena que seus funcionários e frequentadores coloquem o estabelecimento no nÃvel das antas.
Conceito Final: Uma Estrela (*)